sábado, 2 de outubro de 2010

Pós-Graduação em Enfermagem Neonatal e Pediátrica



INCRIÇÕES ABERTAS PARA TODOS OS CURSOS:
http://www.celsolisboa.com.br/celsolisboa2//pagina.php?id=7505

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

PÓS-GRADUAÇÃO SAÚDE DA MULHER

PÓS-GRADUAÇÃO SAÚDE DA MULHER

Público alvo: Enfermeiros
Local: Unidade Centro – Candelária
Dias e Horários: Sábados (quinzenais), das 08h as 17h.
Carga Horária: 550 horas
Inicio: Consulte site: www.ugf.br
Coordenação: Profa. Ms. Ângela Maria e Silva



PÓS-GRADUAÇÃO SAÚDE DA MULHER!!

FSP-USP busca professor

FSP-USP busca professor

11/2/2009

Agência FAPESP – A Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo está com inscrições abertas para concurso que visa ao provimento de cargo de professor doutor junto ao Departamento de Epidemiologia.
A área de conhecimento é epidemiologia com ênfase em moléstias infecciosas, e o salário, R$ 6.325,31.

Somente poderão se candidatar os portadores do título de doutor outorgado pela USP, por ela reconhecido ou de validade nacional. As inscrições deverão ser feitas na Assistência Técnica Acadêmica da FSP, pessoalmente ou por meio de procuração. Não serão recebidas inscrições pelo correio.

O concurso será realizado em duas fases, por meio de atribuição de notas em provas.
Para ler o edital do concurso, acesse: http://www.fsp.usp.br/files/6/4/011027222009/Editais%20Prof.Dr-1.pdf

Mais informações: (11) 3061-7742/7779 ou academica@fsp.usp.br

Risco de psicose pós-parto é maior em mulheres acima de 35, diz estudo

11/02 - 07:56 - BBC Brasil

Mulheres que engravidam pela primeira vez a partir dos 35 anos de idade têm maior risco de sofrer de psicose pós-parto, segundo estudo divulgado na terça-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia. No estudo, os pesquisadores concluíram que esse grupo de mulheres tem uma probabilidade 2,4 vezes maior de desenvolver psicose pós-parto nos primeiros 90 dias após o nascimento do bebê, em comparação com mulheres mais jovens.

"O risco de psicose aumenta consideravelmente em relação ao nascimento do primeiro bebê, tanto para mulheres saudáveis como para aquelas com histórico de distúrbio psiquiátrico (anterior à gravidez)", disse Unnur Valdimarsdottir, um dos cientistas envolvidos na pesquisa.

Segundo os especialistas suecos, a psicose pós-parto é bem mais rara do que a depressão pós-parto, mas pode provocar sérias consequências para a mãe e o bebê.

O estudo do Instituto Karolinska comparou os dados de 750 mil mulheres suecas que deram à luz seu primeiro filho entre 1983 e o ano 2000.

Os pesquisadores descobriram que 892 dessas mulheres foram hospitalizadas com distúrbios psicóticos dentro dos 90 dias posteriores ao nascimento de seu primeiro bebê. Quase metade delas (436 mil mulheres) apresentou sinais de psicose pela primeira vez na vida.

A pesquisa concluiu que o risco de desenvolver a psicose é significativamente reduzido após os primeiros 90 dias.

Os cientistas deram atenção particular às mulheres que não possuíam histórico de doenças psiquiátricas antes da primeira gravidez.

"Sabemos, através de estudos anteriores, que mulheres que apresentam uma condição psiquiátrica anterior à gravidez têm maior probabilidade de desenvolver a psicose pós-parto", disse Valdimarsdottir. "Nosso propósito, neste estudo, foi identificar fatores que aumentam o risco de psicose pós-parto em mulheres que não possuem um histórico de hospitalização por causas psiquiátricas", acrescentou ele.

Os cientistas indicaram que fatores como o peso maior do bebê e diagnóstico de diabetes na mãe têm correlação com um grau mais reduzido do desenvolvimento de psicose pós-parto.

Mas, segundo os pesquisadores, será preciso realizar novos estudos para compreender melhor outras prováveis causas para a condição, como as alterações hormonais durante o parto.

Também conhecida como psicose puerperal, a psicose pós-parto é uma forma mais grave de depressão, em que a mulher tem delírios ou alucinações que podem levá-la a machucar a si mesma ou ao bebê.

Os parentes precisam ser alertados, pois existe risco de vida para mãe e filho. Este quadro exige atenção médica imediata, e o aleitamento materno não é recomendado.

Estima-se que a psicose pós-parto atinja de 1,1 a 4 mulheres a cada mil nascimentos no mundo.

Leia mais no site da BBC: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/02/090211_psicosepartoml.shtml

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Simples exame de sangue pode indicar riscos de depressão pós-parto?

Um estudo americano publicado na edição de fevereiro da revista
Archives of General Psychiatry indica que os níveis sanguíneos de um
hormônio produzido na placenta em torno da 25ª semana de gestação
poderiam ajudar a indicar os riscos de a mulher desenvolver depressão
pós-parto.

Os pesquisadores avaliaram amostras de sangue de cem gestantes, e
descobriram que aquelas que apresentavam os maiores níveis do hormônio
liberador de corticotrofina placentário durante a gestação eram mais
propensas a desenvolver a depressão pós-parto. E o teste sanguíneo
identificou corretamente 75% daquelas que tiveram os sintomas do
problema posteriormente.

Segundo os autores, os resultados aumentam a possibilidade de que um
teste de triagem para a depressão pós-parto seja, no futuro, parte dos
cuidados pré-natais convencionais. E ele seria realizado junto à
triagem para o diabetes gestacional, realizada normalmente entre a 24ª
e a 28ª semana de gestação.

leia sobre depressão pós-parto em Boa Saúde
leia mais sobre o estudo no AGP (em inglês)

FONTE: http://blogboasaude.zip.net/arch2009-02-01_2009-02-07.html

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Terceiro filho do ator Márcio Garcia nasce em casa

Terceiro filho do ator Márcio Garcia nasce em casa

http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL918523-9798,00-TERCEIRO+FILHO+DO+ATOR+MARCIO+GARCIA+NASCE+EM+CASA.html
Bebê veio ao mundo nesta quarta-feira, 10, de parto natural

Eliane Santos
Do EGO, no Rio
Um ambiente tranqüilo, familiar e sem a intervenção de medicamentos. Foi assim que Felipe, terceiro filho do ator Márcio Garcia e de sua mulher, a nutricionista Andréa Santa Rosa, veio ao mundo na manhã desta quarta-feira, 10, na casa do casal, no Joá, na Zona Sul do Rio.

Pesando 3.950kg e medindo 52cm, o bebê nasceu às 6h da manhã, na cama do casal, e sem o uso de anestesia no parto. O nascimento foi assistido pela parteira Heloísa Lessa e pelo paizão Márcio, que fez questão de acompanhar tudo de perto.

“A Andréa estava bastante tranqüila, porque já sabia bastante coisa sobre o parto natural. Tanto é que ontem (09) ela estava no dentista quando começou a sentir algumas dores, mas continuou o tratamento e foi para casa numa boa”, contou a mãe do ator Eliana Garcia, que fez questão de ir paparicar o neto logo cedo.

“Já o visitei, e ele é a cara do irmão, Pedro. A Nina também está encantanda com o irmão. Pensa que está brincando de boneca e que trocar a fralda do bebê a toda hora”, contou Eliana sobre os outros filho do casal, Pedro, de 4 anos, e Nina de 3.

sábado, 22 de novembro de 2008

Mãe-canguru é alternativa à incubadora

Mãe-canguru é alternativa à incubadora

Método em que o recém-nascido fica junto ao corpo da mãe, o tempo todo, é melhor para a evolução de bebês prematuros

Agência USP

A incubadora pode não ser sempre a melhor escolha para tratar bebês de baixo peso. Uma forma de tratamento alternativa é o método mãe-canguru, em que o recém-nascido fica junto da mãe o tempo todo preso com uma faixa ao corpo dela (daí o nome do método).

Na tese de doutorado da Faculdade de Medicina da USP, Modelos de assistência neonatal: comparação entre o método mãe-canguru e o método tradicional, a médica Maria Haydée Augusto Brito fez uma comparação entre as duas formas de assistência e chegou à conclusão de que o método canguru possibilita uma melhor evolução para os prematuros, apesar de o método tradicional (com uso de incubadora) ter um papel muito importante no tratamento inicial desses bebês. Ela analisou os dois modelos sob os seguintes aspectos: crescimento e desenvolvimento do bebê, forma de aleitamento e vinculação afetiva da mãe com a criança.

O estudo contou com a participação de 70 mães e seus bebês e foi realizado num hospital público terciário do Estado do Ceará. Os critérios para escolha dos casos a serem analisados na pesquisa foram: o bebê pesar menos de 1.500 gramas (g) ao nascer e alcançar estabilidade clínica no primeiro mês de vida, além da concordância da mãe em participar do estudo. Para os grupos poderem ser comparados, eles deveriam ter características semelhantes. "Um bebê que atinge esses critérios em 30 dias é diferente de um que os atinge em 40", explica a pesquisadora.

Passada a seleção e concordância das mães em participar do estudo, Haydée chegou à fase de entrevistas com as mães. As questões abordavam a gravidez, o parto, o tipo de reanimação a que o bebê tinha sido submetido, entre outras. Ela também fazia perguntas sobre os sentimentos das mães em relação aos filhos e à situação pela qual passavam. Para não condicionar respostas, a médica iniciou as entrevistas com a mesma pergunta aos dois grupos de mães: "Como está sendo para você cuidar do seu bebê?". A elaboração das perguntas seguintes partia das respostas dadas pelas mães, evidenciando a experiência singular de cada uma.

Mães inseguras
Nessa primeira fase do estudo, Haydée detectou nos dois grupos um sentimento de necessidade. "Na minha compreensão, a mãe de um bebê prematuro é tão paciente quanto o próprio bebê." A pesquisadora entende que as mães de bebês prematuros se sentem inseguras, pois os médicos e enfermeiros sabem mais sobre seu recém-nascido do que elas mesmas.

Quanto ao crescimento, a médica verificou, em dados quantitativos, que os bebês submetidos ao método tradicional ganharam, por dia, em média, 19g; e os do método mãe-canguru ganharam 15g. "Ganhar mais peso não significa necessariamente ter evolução melhor." Segundo Haydée, esses dados sozinhos não significam que o método tradicional seja melhor.

Ao avaliar os dados qualitativos ela pôde verificar isso. As crianças do método canguru se alimentavam, em média, com 75% de leite materno e 25% de leite de fórmula. Os bebês de incubadora se alimentavam, em média, com 75% de leite de fórmula e 25% materno. "As evidências científicas recomendam o leite materno mesmo que o bebê não ganhe tanto peso quanto ganharia se alimentado com fórmulas lácteas", diz Haydée. Ela revisou estudos já publicados sobre o assunto, que avaliavam que o bebê alimentado com o leite da mãe tem melhor desenvolvimento de longo prazo.

Ainda em relação ao aleitamento materno, os dados coletados pela pesquisadora mostraram que o bebê prematuro assistido pelo método canguru tinha chance 37 vezes maior que aqueles assistidos pelo método tradicional de estar mamando no peito no momento da alta hospitalar.

Antes de os recém-nascidos terem alta, Haydée fez uma última entrevista com as mães, nos moldes da primeira. Ela avaliou que "na saída, as mães integrantes do grupo do método canguru apresentaram uma avaliação de superação das dificuldades trazidas pela condição de nascimento do bebê, enquanto as do método tradicional apresentaram, ainda, uma situação de necessidade."

Haydée ressalta que "a assistência neonatal deve favorecer a presença materna, deve preocupar-se com o equilíbrio mental do bebê, com sua adaptação psicossocial e não só com sua saúde orgânica". Outro aspecto importante que a médica enfatiza é que, muitas vezes, as pesquisas na área da medicina restringem-se aos dados quantitativos, mas que deveriam também levar em conta aspectos qualitativos, pois "a ciência médica não é como as outras Ciências Naturais. Tratá-la dessa forma leva-a a uma simplificação inadequada a seu objeto de estudo que é complexo, pois, afinal, a medicina estuda o ser humano."

A tese de doutorado foi orientada por Sandra Ellero Grisi, professora da Faculdade de Medicina da USP.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2008/11/17/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=88336/em_noticia_interna.shtml

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

EVENTO

Tema: Apoio ao aleitamento materno e à alimentação complementar apropriada nas instituições de saúde
Data: 08 de dezembro de 2008
Horário: 8:30 às 13:00 horas
Local: auditório do Instituto de Saúde, Rua Santo Antonio 590, Bela Vista, São Paulo, SP

É com muita alegria que o grupo de aleitamento materno do Instituto de Saúde retoma sua série de seminários “Amamentando às Segundas”. Neste, o primeiro de uma seqüência a ser desenvolvida em 2009, serão apresentados os novos cursos propostos pela Organização Mundial da Saúde e Fundo das Nações Unidas para a Infância para apoiar a alimentação saudável na infância.

Serão apresentados os cursos voltados para o fortalecimento da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (atualizados e relançados em 2006) e o Aconselhamento em Alimentação de Lactentes e Crianças de Primeira Infância: um Curso Integrado (lançado em 2006).

O seminário é destinado a equipes que atendem mães e crianças pequenas em hospitais ou em unidades básicas de saúde e gestores regionais, municipais e de serviços de saúde.

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÃO: http://www.isaude.sp.gov.br/?cid=1446

domingo, 9 de novembro de 2008

Gravidez precoce aumenta na AL

Gravidez precoce aumenta na AL
(1/11/2008)

Fonte: Estado de São Paulo

Uma em cada quatro adolescentes engravida antes de 20 anos de idade

Lisandra Paraguassú
Uma em cada quatro jovens da América Latina é mãe antes de completar 20 anos. Os dados, apresentados ontem em um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), mostram que a região não apenas tem o segundo maior índice de gravidez na adolescência no mundo, mas também que esse índice vem subindo. A taxa de mães jovens na região chega a ser mais de 40% maior do que entre as mulheres em geral, alcançando 76,2 por mil.

O documento, chamado Juventude e Coesão Social na América Latina, aponta para um cenário ainda difícil: apesar do melhor acesso à educação e ao emprego, a educação sem qualidade, a pobreza e a violência mantêm as desigualdades sociais. De acordo com a Cepal, o número de grávidas adolescentes na América Latina caiu até o final da década de 80. Desde então, voltou a crescer.

No Brasil, mostra o estudo, 14,8% das jovens até 19 anos tinham filhos em 2000. Dez anos antes, eram 11,5%. Enquanto na porção mais rica da população a taxa de fertilidade se manteve estável em torno de 20 adolescentes grávidas por mil, na parcela mais pobre subiu de 120 por mil para 155 por mil.

De acordo com a Cepal, a precocidade do início da vida sexual não é uma explicação convincente para o alto número de jovens grávidas. Uma comparação é feita com a Espanha, onde a idade inicial das relações também caiu para em torno dos 15 anos, mas onde apenas 5% das adolescentes ficam grávidas.

“Os programas de saúde sexual e reprodutiva se baseiam em sistematicidade, autonomia e maturidade que não acontecem no caso das adolescentes”, diz o relatório. “A ausência de programas preventivos com atenção especializada e princípios de confidencialidade mantém as adolescentes afastadas.”

A educação também é alvo de críticas da Cepal. O relatório lembra que a educação é ruim e a acusa de manter as desigualdades, especialmente no caso do ensino médio. “A falta de pertinência e relevância dos currículos, além da escassez de conhecimentos importantes para o exercício da cidadania, afetam em particular os jovens, para quem a educação é a única ferramenta que permite ascender a um emprego digno”, diz o estudo.

Cesáreas sobem de 27,7% para 45,2% em 22 anos

Cesáreas sobem de 27,7% para 45,2% em 22 anos

Estudo acompanhou mais de 15 mil nascimentos entre 1982 e 2004 e registrou também aumento do número de bebês prematuros, que foi de 6,3% para 14,7%

O índice de cesarianas é bem maior entre as mulheres atendidas nos hospitais privados (82,4%) do que no serviço público (34,1%)

Caio Guatelli/Folha Imagem

Recém-nascidos no berçário da maternidade Pro-Matre, em São Paulo; partos normais oferecem menos riscos à mãe e ao bebê

FLÁVIA MANTOVANI DA REPORTAGEM LOCAL

Em pouco mais de duas décadas, passou de 27,7% para 45,2% o índice de cesarianas. E o número de partos induzidos (apressados com remédios) subiu de 2,5% para 11,1%. Os resultados são de uma pesquisa brasileira que acompanhou mais de 15 mil nascimentos entre 1982 e 2004.

Trata-se de um dos maiores estudos epidemiológicos do país, que acompanhou, em 1982, em 1993 e em 2004, todos os nascimentos da zona urbana de Pelotas (RS). Foram 4.287 bebês em 2004. As crianças continuam sendo estudadas ao longo da vida. Esse e outros dados sobre saúde materno-infantil coletados na pesquisa foram publicados numa edição especial dos "Cadernos de Saúde Pública", da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Para Aluísio Barros, professor do departamento de medicina social da Universidade Federal de Pelotas e um dos coordenadores da coorte (grupo de nascimentos acompanhado) de 2004, o aumento nas cesarianas é preocupante porque tem a ver com uma maior opção pelo método por parte dos médicos ou das mães, muitas vezes desnecessariamente. "Escolhe-se a cesárea porque é mais prática, dá para marcar dia e hora, escolher o signo da criança. O obstetra consegue se programar. E há quem perceba a cesárea como algo mais seguro por envolver tecnologia, o que é falso. Sabe-se que [o aumento no número de cesáreas] acontece no país inteiro, e vem aumentando ano a ano", diz. O índice é bem maior no serviço privado (82,4%) do que no público (34,1%).

Ele afirma que, apesar de o estudo ser feito só em Pelotas, os dados podem ser extrapolados para outros lugares do Brasil. "Pelos indicadores do censo, Pelotas se comporta de uma maneira muito parecida com a média nacional. As tendências que se observam aqui se refletem no país."

Segundo Marcos Ymayo, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Marcelina, há indicações médicas para a cesárea, como quando o bebê está sentado ou não passa pela estrutura óssea da mulher. Mas ele diz que o procedimento não deve ser banalizado, pois aumenta o risco, por exemplo, de hemorragia, infecção e de complicações no
pós-operatório em relação ao parto normal.

Ele conta que um demógrafo americano que pesquisou o fenômeno em capitais brasileiras mostrou que as mulheres acabam optando pela cesárea porque são culturalmente induzidas. "A vizinha, a irmã, a atriz famosa fazem. Os hospitais têm hotelaria voltada para cesárea, os médicos optam por uma questão de comodidade da agenda. Há a famosa síndrome da "cesárea do fim de semana", quando o médico marca as cesarianas para quinta para ficar livre no sábado e no domingo", diz.

Ymayo lembra ainda que é mais vantajoso financeiramente para o médico fazer cesarianas, o que leva muitos a optarem pela cirurgia.

Prematuridade
Outro dado encontrado pelos pesquisadores -o aumento no número de crianças prematuras, de 6,3% em 1982 para 14,7% em 2004- pode ter uma relação com o maior índice de cesáreas e partos induzidos.

Ao realizarem cesarianas antes de a mulher entrar em trabalho de parto, muitas vezes os médicos acabam tirando o bebê antes de ele completar 37 semanas, limite até o qual ele é considerado prematuro.

"Não é só culpa da cesárea, mas é uma hipótese. Muitas vezes o obstetra estima a idade gestacional pelo ultra-som, mas o exame tem um índice de erro relativamente grande, e a criança pode nascer antes", diz Barros.

Ele diz que nota uma medicalização geral do parto, que pode ajudar a explicar o aumento.

"Nossa sensação é que o obstetra confia muito na UTI neonatal cheia de tecnologia e, se a criança tem qualquer problema, prefere interromper a gravidez e fazê-la nascer a monitorá-la dentro da barriga", afirma. (Colaborou RACHEL BOTELHO, da Reportagem Local)

sábado, 1 de novembro de 2008

MASTITE em nutrizes: novas recomendações

MASTITE em nutrizes: novas recomendações

Foram publicadas as novas recomendações para o tratamento da mastite em nutrizes

Autora: Laurie Barclay

As recomendações para o diagnóstico e o tratamento da mastite de mulheres nutrizes foram revisadas e publicadas no número de 15 de setembro do American Family Physician.

A Dra. Jeanne P. Spencer do Conemaugh Memorial Medical Center de Johnstown, Pensilvânia, declarou que ?embora esta infecção possa ocorrer espontaneamente ou durante a lactação, a discussão sobre a mastite, definida clinicamente como a presença de inflamação dolorosa e localizada nas mamas associada a sintomas sistêmicos de infecção (febre e mal-estar, por exemplo), fica limitada às que ocorrem nas nutrizes. Este tema é problemático, especialmente porque pode levar ao desmame, prejudicando a nutrição ideal do lactente. (...) Os médicos de família devem ter mais conhecimento para ajudar esta mãe a superar as dificuldades da amamentação (como a mastite) e, com isso, aumentar o tempo de amamentação?.

Dentre os objetivos da estratégia Healthy People 2010 estão a meta de 75% das mães iniciando a amamentação, 50% e 25% continuando a amamentar aos 6 e 12 meses, respectivamente. Contudo, no ano de 2005, boa parte dos estados não consegue alcançar essas metas. A mastite, que ocorre em aproximadamente 10% das mães norte-americanas, pode ser a causadora deste desmame.

Geralmente, a mastite é diagnosticada clinicamente a partir da presença de sinais característicos, como uma área localizada e dolorida em um seio em associação aos sinais sistêmicos, como febre e mal-estar.

A técnica de amamentação deve ser amplamente aplicada, e a mãe deve ser orientada a esvaziar a mama com freqüência (e por completo) para reduzir os riscos de mastite. Essa infecção pode ser desencadeada por feridas nos mamilos, que por sua vez são causadas por uma irritação mecânica secundária à sucção inadequada, anomalias orais da criança (como fenda palatina, por exemplo) ou por infecções, bacteriana ou fúngica.

Outros fatores de risco de mastite são: fissura dos mamilos, estase localizada de leite, uso de piercing nos mamilos, protetores plásticos para o mamilo, sutiã apertado, bomba para extração de leite, má nutrição materna, história de mastite, mães primíparas, presença de freio de lábio pequeno e perda de uma mamada pelo lactente.

O bloqueio dos ductos originado pela não remoção completa do leite, causa dor local no seio e também pode causar mastite. A mama acometida geralmente apresenta uma área endurecida, dolorida e avermelhada e, com freqüência, podem ser observadas bolhas doloridas e claras nos mamilos com cerca de 1 mm. A remoção da bolha com uma agulha estéril ou através da fricção com um tecido pode ser de grande ajuda. Para o alívio do bloqueio dos ductos mamários, também se recomenda aumento da freqüência das mamadas, uso de compressas ou banhos mornos, massagens no sentido do mamilo e evitar o uso de roupas.

A modificação das técnicas de amamentação orientadas por um consultor pode ajudar no tratamento da mastite. Atualmente, quando são necessários antibióticos, prefere-se a dicloxacilina, cefalexina ou outras escolhas eficazes contra o Staphylococcus aureus (S. aureus). Com a prevalência crescente de formas resistentes à meticilina (MRSA), é provável que acabe se tornando uma bactéria cada vez mais envolvida na etiologia das mastites. Neste caso, os antibióticos eficazes contra formas MRSA devem ser utilizados.

Entre os antibióticos orais freqüentemente utilizados estão a amoxicilina associada ao clavulanato (875 mg duas vezes ao dia), a cefalexina (500 mg quatro vezes ao dia), a ciprofloxacina (500 mg duas vezes ao dia), a clindamicina (300 mg quatro vezes ao dia), a dicloxacilina (500 mg quatro vezes ao dia) e o sulfametoxazol
associado ao trimetropim (160/800 mg duas vezes ao dia).

A ciprofloxacina, clindamicina e o sulfametoxazol associado ao trimetropim, geralmente, são eficazes para formas resistentes à meticilina do S aureus. Porém, o último deve ser evitado entre mulheres que amamentam lactentes com idade inferior a 2 meses ou com doença crônica e grave.

Os clínicos devem tratar a mastite precocemente e recomendar a manutenção da amamentação ? uma vez que essa inflamação não representa nenhum risco ao lactente ? para prevenir uma complicação freqüente, o abscesso na mama. Este apresenta sinais clínicos semelhantes à mastite, exceto pela presença de uma área de consistência firme e que, freqüentemente, apresenta flutuação. A ultra-sonografia da mama pode confirmar este diagnóstico.

Uma vez desenvolvido o abscesso, a drenagem cirúrgica ou a aspiração por agulha é necessária e às vezes precisa ser repetida. A secreção dos abscessos deve ser examinada através de cultura, e a administração de antibióticos deve ser prescrita. A amamentação pode ser mantida em uma mãe que apresenta abscesso de mama em tratamento, salvo quando a nutriz estiver gravemente enferma ou se a boca da criança ocluir a incisão cirúrgica durante a mamada.

A transmissão vertical do vírus HIV da mãe para a criança é mais provável na vigência de mastite. A Organização Mundial da Saúde recomenda que devam ser ensinadas e orientadas as técnicas de prevenção da mastite às mães portadoras do HIV que estão amamentando e, caso a inflamação ocorra, a amamentação deve ser interrompida na mama afetada até que a inflamação esteja curada.

As principais recomendações (todas com nível C de evidência) são as seguintes:

Um apoio amplo e eficaz à lactação é essencial para as nutrizes que apresentam mastite.
Embora a cultura do leite materno raramente seja necessária para o diagnóstico de mastite, este exame deve ser considerado para os casos refratários ou adquiridos no ambiente hospitalar.
Os antibióticos eficazes contra o S aureus são os preferenciais para o tratamento da mastite.
A amamentação na presença de mastite não representa nenhum risco ao lactente e deve ser mantida para manter o fornecimento de leite.

A Dra. Spencer concluiu que o desmame é uma das complicações mais freqüentes da mastite. As mães devem ser relembradas sobre os inúmeros benefícios da amamentação e ser encorajadas a mantê-la. (...)

Como as neoplasias de mama inflamatórias se assemelham à mastite, essa doença deve ser considerada quando a forma de apresentação for atípica ou quando a resposta terapêutica não for a esperada?.

Am Fam Physician. 2008;78:727-731.

Informação sobre a autora: A Dra. Laurie Barclay é revisora e escritora freelancer para o Medscape. Fonte: http://www.medcenter.com/medscape/

Autor: Laurie Barclay para o Medcenter
Data: 23/10/2008

sábado, 25 de outubro de 2008

18º Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes

18º Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes"
debate a Simplicidade Voluntária e o Direito de Escolha


Convidados nacionais e internacionais reúnem-se, de 14 a 16 de novembro, na UniRio, para conversar sobre o Nascimento na Luz da Simplicidade

Sejam bem vindos e bem vindas! Este ano o 18º Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes traz temas de grande relevância que nos conduzem a novas reflexões sobre a humanização do parto e do nascimento: "Nascimento na Luz da Simplicidade" e "Direito de Escolha".

No primeiro, resgatamos o conceito do movimento Simplicidade Voluntária em total consonância com as campanhas do Ministério da Saúde em prol do parto natural, uma vez que se busca diminuir o índice de cesarianas para 15%, incluindo hospitais públicos e particulares, conforme recomenda a Organização Mundial de Saúde
(OMS). A simplicidade está em evitar ao máximo procedimentos obstétricos desnecessários. Já o "Direito de Escolha" nos coloca frente à autonomia e à liberdade da mãe para tomar as melhores decisões. Está vinculado ao direito de decidir como e onde parir – no hospital, em casa de parto, em domicílio, de cócoras, de joelho, de pé, de lado etc – , com quem parir – parteira, obstetra, acompanhada
do marido, da mãe, da doula etc – e que procedimentos deseja para si e para seu neném. Para fazer valer o Direito de Escolha existe uma valiosa ferramenta: a informação!

Que nosso Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes seja recheado de ótimas e novas informações para todos – nesta edição trazendo convidados internacionais dos Estados Unidos e Europa, além da estréia no Brasil do filme Birth as We Know It (O Nascimento como nós o Conhecemos), de Elena Tonetti. Que possamos, mais uma vez, estabelecer conexões, parcerias, fortalecer laços e dar mais um passo rumo à humanização do parto e do nascimento.

18º Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes
Nascimento na Luz da Simplicidade
De 14 a 16 de Novembro de 2008
Local: Auditório Vera Janacopoulos – UniRio
Endereço: Avenida Pasteur, 296 – Urca – Rio de Janeiro

INVESTIMENTO:
R$ 140 (até 15/10)
R$ 160 (até 31/10)
R$ 180 (após 30/10 e durante o evento)

As inscrições devem ser feitas no nome do Instituto de Yoga e Terapias Aurora, através de depósito identificado no Banco Bradesco, Agência Catete: 3019-8, Conta Corrente: 0112577-0, Rio de Janeiro.
Enviar o comprovante por fax, informando também nome, endereço completo, e-mail e profissão, ou pessoalmente, no próprio Instituto de Yoga e Terapias Aurora.

Informações sobre inscrições: (21) 2205-1570,(21) 2556-2455 (telefax) ou pelo e-mail info@institutoaurora.com.br

www.partonatural.com.br

www.institutoaurora.com.br


Programação Científica

Sexta – 14 de Novembro de 2008 - AUDITÓRIO A

09:00 – Chegada
Recebimento dos crachás

09:30 – Abertura
Tema: Consagração e Benção Ecumênica
Palestrante: Carla Machado e Adolfo Leite (SP)

10:00 - 1ª Mesa
Tema: "Considerações sobre as práticas obstétricas na assistência ao
trabalho de parto e nascimento no Brasil à luz da simplicidade".

Composição da Mesa:
Apresentadora – Fadynha (RJ)
Min.Saúde - Daphne Rattner (DF)
SMS/RJ - Maria A. Gomes (RJ)
SES/RJ – Representante (RJ)
ABENFO/RJ - Herdy Alves (RJ)
ABENFO Nac – M.Antonieta Tyrrel (RJ)
ReHuNa - Kátia Ratto (RJ)

12:00 - 1ª Palestra
Tema: "O direito ao nascimento com qualidade: As políticas públicas para o modelo de atenção ao parto no Brasil"
Palestrante: Adson Roberto França (DF)

13:00 – Almoço

14:15 - 2ª Mesa
Tema: "Da concepção ao parto: gestação consciente sua repercussão por toda a vida"
Composição da Mesa:
Mediadora - Carla Machado (RJ)
Fadynha (RJ)
Eleanor Luzes (RJ)
Nilma F. de Almeida (RJ)

16:00 Intervalo

16:15 2ª Palestra
Tema: "A primeira hora de vida: importância da amamentação na qualidade de vida dos bebês e a influência no vínculo com a mãe e família".
Palestrante: João Aprígio Guerra Almeida(RJ)

17:00 Apresentação/Lançamento
Tema: Iniciativa Internacional: "The International MotherBaby Childbirth Initiative: Ten Steps to Optimal Maternity Services"
Palestrante: Ricardo Herbert Jones (RS)

18:00/ 19:30 16ª Plenária da ReHuNa

Sábado – 15 de Novembro de 2008 - AUDITÓRIO A

09:00 - 3ª Mesa
Tema: "Cesariana anunciada" – como identificar os sinais e como evita-la
Composição:
Mediador - Antonio Carlos de Oliveira (RJ)
Ricardo Jones (RS)
Sandra Dircinha (SP)

10:45 - 4ª Mesa
Tema: "Maternidade responsável: preparando as mudanças de paradigma com suavidade e sem demora"
Composição:
Mediadora - Carolina Duarte (RJ)
Dominique Klaczko (RJ)
Heloisa Lessa (RJ)
Ricardo Chaves (RJ)

12:30 - 3ª Palestra
Tema: "Associações de Psicologia Pré-natal na Europa e nas Américas"
Palestrante: Laura Uplinger – USA

13:00 – Almoço

14:15 - 5ª Mesa
Tema: "Parto Não Hospitalar: Riscos e Responsabilidades"
Composição:
Mediadora – Heloisa Lessa (RJ)
Marcos Dias (RJ)
Francisco Villela (RJ)
Betânia (MG)

16:00 – Intervalo

16:15 - 6ª Mesa
Tema: "O consumo como uma forma de doença: seu impacto no cotidiano das famílias, das futuras gerações e do meio-ambiente".
Composição:
Mediadora – Cláudia Orthof (RJ)
Laura Uplinger (USA)
Cláudio Paciornik (PR)
Helder Carvalho (RJ)

18:00/ 19:30 - Plenária da ReHuNa

Domingo – 16 de Novembro de 2008 - AUDITÓRIO A

09:00 - 7ª Mesa
Tema: "O direito à informação e o exercício da cidadania na gestação, no parto e na amamentação: uma mudança na vida pessoal e comunitária".
Composição:
Mediadora – Adriana Tanese (EUA)
Conceição Salomão (RJ)
Malu Machado (MG)
Giorgia Parmeggiani (Itália)

10:30 - 4ª Palestra (45')
Tema: "Cesarianas desnecessárias: Um problema de Saúde Pública!"
Palestrante: Marcos Augusto Bastos Dias (RJ)

11:15 - 8ª Mesa
Tema: "A aprendizagem do cuidar como elemento essencial na formação dos que vão atuar no parto e nascimento".
Composição:
Mediador – Herdy Alves (RJ)
Maysa Luduvice (RJ)
Casa de Parto de Realengo (RJ)
Marcus Renato de Carvalho (RJ)

13:00 - Almoço

14:15 - 9ª Mesa
Tema: "Panorama da situação atual do 'Programa de Humanização do Parto e Nascimento' do Ministério da Saúde".
Composição:
Mediador - JoãoBatistaMarinho(MG)
Daphne Rattner (DF)
Marcos Leite (SC)

16:00 - Intervalo

16:15 - 10ª Mesa
Tema: Direito de escolha informada: pelo bom parto" - Lançamento da Campanha da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento
Composição:
Mediadora – Laura Uplinger (USA)
Paulo Batistuta (ES)
Bia Fioretti (SP)

18:00/ 19:30 - 16ª Plenária da ReHuNa
Encerramento com a participação de todas os participantes da rede.

ATIVIDADES PARALELAS: - AUDITÓRIO B

Sábado – 15 de Novembro de 2008

14:00 - Desdobramento do I Congresso Paulista de Tupã – SP
Palestrantes:
Antonio Carlos P.Almeida
Dalton Luis Chiaradia
Rose Gandolfo Chiaradia

15:00 - Movimento para salvar a Casa de Parto de Juiz de Fora – MG
Palestrante: Betânia Maria Fernandes

16:00 - Processo de humanização do Hospital Municipal de Americana – SP
Palestrante: Abnadar Reis Filho

Domingo – 16 de Novembro de 2008

11:00 às 13:00 - VI Encontro Nacional de Doulas da ANDO
Composição da Mesa:
Moderação – Fadynha (RJ)
Lucía Caldeyro (SP)
Cristina Balzano (SP)
Ana Cris Duarte (SP)
Representante do Hospital Sofia Feldman – MG

CINEMA E PARTO com Debates

Lançamento do filme "O Nascimento Como nós o Conhecemos"
(Birth as we know it) de Elena Tonetti – Vladimirova (The Sentient
Circle)

Apresentação do filme "Orgasmic Birth" de Debra Pascali-Bonaro

Atividades Complementares

Trabalhos Corporais:

• Prática de Shantala (Massagem Oriental p/Bebês) – Equipe do Instituto Aurora - (Sábado às 12:00)
• Prática de Yoga para Gestantes – Fadynha - (sábado às 16:00)
• Com-Tato – Exercícios de conexão para casais (grávidos ou não) – Juliana Pamphili

Rodas Diárias:
• Parteiras tradicionais
• Amigas do Peito
• Parto do Princípio
• Doulas
• "Tricotando" com pais/mães e bebês
• Homens pela Maternidade

Fragilidades da campanha pelo parto normal

Fragilidades da campanha pelo parto normal

São conhecidas as alarmantes estatísticas que apontam o Brasil como um dos “campeões mundiais’ de parto cesáreo: 43% do total de partos em 2007 (DATASUS) quando a OMS sugere, no máximo, 15%. Neste contexto, é muito oportuna a campanha que o Ministério da Saúde recentemente lançou para incentivar o parto normal.

Ela prevê que mulheres que optem pelo parto normal sejam beneficiadas com quarto individual com banheiro, acompanhante de sua escolha durante o procedimento obstétrico e no período de internação pós-parto, alojamento conjunto com seu recém-nascido. De fato, são medidas que tendem a beneficiar as mulheres não só em termos de saúde, mas de bem estar familiar e psicológico.

Mas já existem iniciativas como a “Lei do acompanhante” ou o “Programa Canguru”. Infelizmente, o Ministério não lançou nada de novo. No mínimo, fez um alarde estratégico sobre um setor que está desprotegido. Essa campanha oferece “benefícios” (que deveriam ser “direitos”) exclusivamente para as mulheres. Mas seriam esses benefícios suficientes para convencer uma mulher de que o parto normal é uma boa opção para ela e seu filho? Os incentivos devem se dirigir somente às mulheres? A partir daqui, gostaria de tecer breves comentários sobre a atual cultura obstétrica brasileira.

Tenho acompanhado de perto as minhas amigas, na casa dos 30 anos, que hoje estão tendo seus filhos. De início, a maior parte queria parir normalmente. Porém, quando a gestação chegou ao final, “o bebê foi diagnosticado na posição errada”, “o bebê estava envolto com circular de cordão”, “não havia abertura e dilatação”, “o dia marcado havia passado há muito”, “o bebê era muito grande”, “já havia uma cesárea anterior e seria bom aproveitar o corte já feito”, “o parto vaginal não é indicado para trintonas”, etc. Por trás de tantas explicações, o que se observa, na verdade, é uma incrível e crescente inflação de riscos obstétricos.

Estes riscos ficam ainda maiores quando a disponibilidade – seja da mulher, seja dos profissionais de saúde, marido ou família – decresce. Pode-se notar pouca disponibilidade em termos de agenda dos médicos e enfermeiros (que, muitas vezes, preferem agendar os partos atendidos e não comprometer suas férias e finais de semanas) ou da própria família (muitos homens preferem ter seus filhos na segunda-feira para poder gozar da licença durante dias úteis).

A disponibilidade também decresce diante de determinadas circunstâncias urbanas (em cidades violentas tem-se evitado partos noturnos); decresce em termos de espaço e recursos (a escassez de leitos hospitalares precisa ser compensada com a alta rotatividade das pacientes), ou ainda em termos corporais (muitas mulheres não querem “estragar ou enfeitar seu parque de diversões”, nem sentir muita dor, ou mesmo duvidam que tenham resistência física suficiente para empurrar e agüentar um procedimento muito longo).

Risco gera indisponibilidade e vice-versa. A cultura do risco que temos criado no Brasil – em que se tem medo de tudo – é o que irá desafiar frontalmente a campanha do Ministério. Comparado com a realidade de nossas avós parideiras, um parto normal hoje em dia envolve muitíssimos “riscos” e poucas são as pessoas que conseguem desconstruir ou contorná-los. Mulheres que optam por ter parto normal, no hospital ou em casa, são vistas com estranhamento, quase desconfiança sobre sua estabilidade mental. São criticadas por “colocar a vida do bebê em risco”, como se estivessem sendo irresponsáveis.

Com essa cultura do risco o parto normal não cabe no Brasil de hoje. Por isso, para que essa bela campanha ministerial tenha algum sucesso, não é preciso apenas mudar a arquitetura dos hospitais ou a destinação orçamentária. As mulheres precisam acreditar na capacidade de seus corpos. Os médicos precisam ser mais bem qualificados (muitos saem da faculdade sem ter atendido um parto sequer!). Práticas já conhecidas precisam voltar à tona.

É bom lembrar que todas as práticas sugeridas pelo Ministério da Saúde já são largamente utilizadas pelas parteiras: tempo generoso para aguardar a dilatação, privacidade, acompanhante quando desejado, massagem e inversão intra-uterina do bebê, desenlaçamento do cordão umbilical durante o parto, critério para evitar episeotomia e enema, alojamento imediato com o recém-nascido, são praticas adotadas por parteiras mais experientes país afora. Precisamos, portanto, mudar a cultura obstétrica do medo que se espalhou entre nós. Rever o que temos incluído sob o guarda-chuva “risco” é um bom começo para desestimular as cesarianas desnecessárias e revalorizar o parto normal.

Soraya Fleischer, antropóloga do CFEMEA, especial para o Mulheres de Olho

Produtos para Ensinar...

Jane Guterres
Flor do Sul
Maiores Informações:
Fone: 051 33523156 Cel.: 51 93112253 Jane
www.flordosul.bravehost.com
flordosulbr@hotmail.com

Nossa boneca é uma forma lúdica de ensinar e incentivar a amamentação, não existe no mercado nenhuma boneca que amamente, a industria já ensina as meninas a usarem as mamadeiras (simbolizando os tempos modernos onde a mãe "não tem mais tempos a perder alimentando no peito seu bebê"). Queremos ensinar desde cedo a importância deste puro ato de amor.

Nossas bonecas são usadas em cursos de capacitação de enfermeiras, em cursinhos de gestantes, por profissionais de áreas da pedagogia, psicologia... Além de outras pessoas que as compra, pois compartilham desta idéia.

informações sobre outros de nossos produtos:

BIBI a boneca que ensina a amamentar! (cerca de 30 cm)
Com a finalidade de mostrar a amamentação de uma forma lúdica, nossas bonecas ficam grávidas, têm seu bebê de parto normal e amamentam-no de forma carinhosa.
Junto com cada Bibi acompanha sua historinha.
São confeccionadas artesanalmente, por isso pode adaptar-se a sua preferência. Temos na versão: ruiva, loira, morena, negra, japonesa e índia. Os bebês acompanham as características da mamãe! (Esta boneca foi idealizada pelas Amigas do Peito)

JÚLIA (Bibi Grande) (cerca de 70 cm)
A Júlia tem a mesma função só é bem maior (cerca de 70 cm) ideal para grupos. O bebê bem maior é articulado, também mama, nasce de parto normal e possui cordão umbilical que o liga a sua mãe.

MAMA DIDÁTICA
Confeccionado em tecido resistente em tamanho e cores naturais.
Tem função educativa no ensino da amamentação. Da uma noção visual de como procede ao ato de amamentar. Possui mamilo, mastite, nódulo e ainda é possível o trabalho do mamilo invertido, da ordenha além do ensino do auto-exame da mama!
O desenho estampado, por baixo da capa, permite uma visualização do sistema de dutos mamários em cores vibrantes, artisticamente desenvolvidos, com base na literatura médica. Especialmente adaptado para o ensino dos procedimentos corretos e técnica para uma amamentação tranqüila.

NOVOS PRODUTOS:

BEBÊ EM TAMANHO NATURAL: EDUARDA
Bebê em tamanho natural com ou sem orifício bucal: em três tamanhos e pesos: Pequeno 1,5Kg; médio 2,5 Kg e Grande (giga) 5Kg.O peso permite que a futura mamãe tenha a noção de que realmente esta segurando um bebê.
Todos possuem orifício na boquinha com a lingüinha onde a mama se adapta perfeitamente mostrando a pega, possuem ainda cordão umbilical.

FETO:
Com bebê de cerca de 23 cm: possui cordão umbilical, placenta.

ÚTERO
Este é o Útero com o Bebê de cerca de 47 cm, possui cordão umbilical partido em três partes. Simula perfeitamente um parto mostrando a placenta e a bolsa (tule branco), o líquido amniótico (tule azulado). Feito em tecido e tule

FAMÍLIA: com 5 membros pai, mãe, bebê, (irmão e irmã)
Com a intenção de mostrar a realidade de nossa gente resolvemos fazer as famílias todas misturadas. Como realmente somos. Você pode compor sua família escolhendo: uma mãe, um bebê, um pai e dois irmãos (menino ou menina) entre loiros, morenos, ruivos, negros e índios. Você mesma monta, conforme a realidade do local que vc trabalha, se quiser tb todos iguais não há problemas. Ex: todos negros, todos loiros, todos ruivos, todos morenos ou todos índios.

JOSÉ E MARIA que está amamentando o pequeno Jesus

SOFIA:
A Boneca que Ensina Brincando. A criança aprende a fazer suas tranças, a dar nó, abrir e fechar velcro, abotoar, amarrar os sapatos, ensina qual é o lado direito e esquerdo...

Tema: "Violência Sexual: aspectos sociais, psicológicos e jurídicos"

GABINETE DO PREFEITO
PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
COORDENADORIA DE ARTICULAÇÃO DE POLÍTICAS PARA A IGUALDADE DE GÊNERO - RIO MULHER

Convidam para a Palestra

30 de Outubro (5ª feira) – 14h

Tema: "Violência Sexual: aspectos sociais, psicológicos e jurídicos"

Palestrantes:
• Paula da Silva Caldas – Assistente Social do CREAS Leila Diniz/SMAS/PCRJ, Mestrado em Serviço Social/UFF, Professora da UNIABEU.
• Dayse Maria Gentil Pereira - Psicóloga do Hospital Municipal Fernando Magalhães
• Viviane Mello Spena – Assessora Jurídica do CIAM-Baixada, Advogada Especialista em Violência contra a Mulher/UGF, Professora de Direito Penal e Processo Penal.

Local: Centro de Artes Calouste Gulbenkian - Auditório
Rua Benedito Hipólito, 125 – Praça Onze
Tels.: 2222 0861 / 2221 6213 – Ramal 205, 206
rio_mulher@pcrj.rj.gov.br

Programação gratuita - Estacionamento próprio

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Seminário sobre a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde

Seminário sobre a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde
22/10/2008

Faltam 3 dias para o início do evento. Duração: 1 dia Agência FAPESP – O Seminário sobre a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde – PNDS 2006 será realizado no dia 24 de outubro, das 14h30 às 17h30, no auditório João Yunes da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo.

Trata-se do segundo evento do Ciclo de Seminários Temáticos =sobre Saúde das Mulheres e Políticas Públicas no Contexto do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo os organizadores, o seminário “objetiva apresentar e discutir os resultados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS 2006), focalizando os aspectos referentes à fecundidade e à anticoncepção, à conjugalidade e à atividade sexual, e cotejando com a PNDS 1996 algumas dessas importantes informações sobre a saúde reprodutiva das mulheres”.

As palestrantes convidadas são Elza Berquó, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e do Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas, e Sandra Mara Garcia, do Cebrapo e da Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep).

A FSP-USP fica na Av. Dr. Arnaldo, 715, em São Paulo, próxima à estação Clínicas do Metrô.

Mais informações: www.fsp.usp.br ou svalunos@fsp.usp.br.

domingo, 12 de outubro de 2008

Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto

Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto

Em defesa dos direitos das mulheres

Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. Isso ocorre porque ainda temos uma legislação do século passado – 1940 –, que criminaliza a mulher e quem a ajudar.

A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade, ao qual se associam graves perigos para as suas vidas, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir este grave problema de saúde pública.

As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem com a criminalização. São estas que recorrem a clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar a países
onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.

A estratégia dos setores ultraconservadores, religiosos, intensificada desde o final da década de 1990, tem sido o "estouro" de clínicas clandestinas que fazem aborto. Os objetivos destes setores conservadores são punir as mulheres e levá-las à prisão. Em diferentes Estados, os Ministérios Públicos, ao invés de garantirem a proteção
das cidadãs, têm investido esforços na perseguição e investigação de mulheres que recorreram à prática do aborto. Fichas e prontuários médicos de clínicas privadas que fazem procedimento de aborto foram recolhidos, numa evidente disposição de aterrorizar e criminalizar as mulheres. No caso do Mato Grosso do Sul, foram quase 10 mil mulheres ameaçadas de indiciamento; algumas já foram processadas e punidas com
a obrigação de fazer trabalhos em creches, cuidando de bebês, num flagrante ato de violência psicológica contra estas mulheres.

A estas ações efetuadas pelo Judiciário somam-se os maus tratos e humilhação que as mulheres sofrem em hospitais quando, em processo de abortamento,procuram atendimento. Neste mesmo contexto, o Congresso Nacional aproveita para arrancar manchetes de jornais com projetos de lei que criminalizam cada vez mais as mulheres. Deputados elaboram Projetos de Lei como o "bolsa estupro", que propõe uma bolsa mensal de um salário mínimo à mulher para manter a gestação decorrente de um
estupro. A exemplo deste PL, existem muitos outros similares.

A criminalização das mulheres e de todas as lutas libertárias é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres.

Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos e queremos é uma política integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual segura.

A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem. Para aquelas que desejam ser mães devem ser asseguradas condições econômicas e sociais, através de políticas públicas universais que
garantam assistência a gestação, parto e puerpério, assim como os cuidados necessários ao desenvolvimento pleno de uma criança: creche,escola, lazer, cultura, saúde.

As mulheres que desejam evitar gravidez devem ter garantido o planejamento reprodutivo e as que necessitam interromper uma gravidez indesejada deve ser assegurado o atendimento ao aborto legal e seguro no sistema público de saúde.

Neste contexto, não podemos nos calar!

Nós, sujeitos políticos, movimentos sociais, organizações políticas, lutadores e lutadoras sociais e pelos diretos humanos, reafirmamos nosso compromisso com a construção de um mundo justo, fraterno e solidário, nos rebelamos contra a criminalização das mulheres que fazem aborto, nos reunimos nesta Frente para lutar pela dignidade e cidadania de todas as mulheres.

Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe. Por uma política que reconheça a autonomia das mulheres e suas decisões sobre seu corpo e sexualidade.

Pela defesa da democracia e do principio constitucional do Estado laico, que deve atender a todas e todos, sem se pautar por influências religiosas e com base nos critérios da universalidade do atendimento da saúde!

Por uma política que favoreça a mulheres e homens um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, de concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito.

Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto!

Dignidade, autonomia, cidadania para as mulheres!

Pela não criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!

Para assinar este manifesto clique no link:

http://www.petitiononline.com/abortole/petition.html

INICIATIVA DO FUNDO DE POPULAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (UNFPA) AMPLIA APOIO DE PARTEIRAS PARA SALVAR MULHERES E BEBÊS

INICIATIVA DO FUNDO DE POPULAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (UNFPA) AMPLIA APOIO DE PARTEIRAS PARA SALVAR MULHERES E BEBÊS


O UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, e a Confederação Internacional de Parteiras (ICM, do inglês International Confederation of Midwives) acabam de lançar uma iniciativa para enfrentar a séria falta de parteiras nos países em desenvolvimento.

A cada ano, ½ milhão de mulheres morre durante a gestação ou o parto e entre 10 e 15 milhões de mulheres são vitimadas por doenças e seqüelas graves ou permanentes. Além disso, três milhões de recém-nascidos morrem na primeira semana de vida e outros três milhões nascem mortos. Muitas dessas fatalidades poderiam ser prevenidas se todos os partos fossem, pelo menos, acompanhados por parteiras.

“Com o investimento em parteiras e no acesso universal à saúde reprodutiva, milhões de vidas poderão ser salvas e poderemos alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio no. 5, relativo à melhoria da saúde materna”, afirmou a Diretora Executiva do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid.

Seria necessário haver 334 mil parteiras adicionais em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Estima-se que a atenção qualificada ao parto, com a garantia de cuidados obstétricos de emergência, poderia reduzir em 75% o número de mulheres mortas durante a gestação e o parto.

O novo programa de parteiras do UNFPA e da ICM aumentará o número de nascimentos atendidos por parteiras profissionais e desenvolverá as bases para a sustentabilidade da força de trabalho nessa área em alguns países em desenvolvimento selecionados. O foco será na capacitação de parteiras e melhoria da educação nesse setor, desenvolvendo padrões para a prática e fortalecendo as associações nacionais da categoria.

“Precisamos de ativistas fortes, que possam urgir os governos para que invistam nas tão necessárias parteiras”, afirmou a Presidente da ICM, Bridget Lynch. “Mas também precisamos trabalhar com os governos para garantir a ampliação e a melhoria da qualidade dos serviços das parteiras. Eles precisam apropriar-se desse esforço”.

Com recursos da ordem de U$ 9 milhões, a iniciativa será implementada inicialmente em 11 dos países mais afetados com os mais altos índices de mortalidade materna e seqüelas da gestação e do parto, além das mais baixas taxas de nascimentos atendidos por profissionais qualificados: Benin, Burquina Faso, Burundi, Costa do Marfim, Djibuti, Etiópia, Gana, Madagascar, Sudão, Uganda e Zâmbia. O programa será ampliado para incluir 30 ou mais países, se os recursos permitirem.

O projeto, que deve durar três anos, é financiado pelos Países Baixos e pela Suécia e será implementado pelos escritórios da ICM e do UNFPA nos países selecionados.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é o organismo da ONU que promove o direito de cada mulher, homem, jovem e criança a viver uma vida saudável, com igualdade de oportunidades para todos; apóia os países na utilização de dados sociodemográficos para políticas e programas de redução da pobreza; e contribui para assegurar que todas as gestações sejam desejadas, todos os partos sejam seguros, todos os jovens fiquem livres do HIV e da aids e todas as meninas e mulheres sejam tratadas com dignidade e respeito.

Fonte: UNFPA

INICIATIVA DO FUNDO DE POPULAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (UNFPA) AMPLIA APOIO DE PARTEIRAS PARA SALVAR MULHERES E BEBÊS

INICIATIVA DO FUNDO DE POPULAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (UNFPA) AMPLIA APOIO DE PARTEIRAS PARA SALVAR MULHERES E BEBÊS


O UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, e a Confederação Internacional de Parteiras (ICM, do inglês International Confederation of Midwives) acabam de lançar uma iniciativa para enfrentar a séria falta de parteiras nos países em desenvolvimento.

A cada ano, ½ milhão de mulheres morre durante a gestação ou o parto e entre 10 e 15 milhões de mulheres são vitimadas por doenças e seqüelas graves ou permanentes. Além disso, três milhões de recém-nascidos morrem na primeira semana de vida e outros três milhões nascem mortos. Muitas dessas fatalidades poderiam ser prevenidas se todos os partos fossem, pelo menos, acompanhados por parteiras.

“Com o investimento em parteiras e no acesso universal à saúde reprodutiva, milhões de vidas poderão ser salvas e poderemos alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio no. 5, relativo à melhoria da saúde materna”, afirmou a Diretora Executiva do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid.

Seria necessário haver 334 mil parteiras adicionais em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Estima-se que a atenção qualificada ao parto, com a garantia de cuidados obstétricos de emergência, poderia reduzir em 75% o número de mulheres mortas durante a gestação e o parto.

O novo programa de parteiras do UNFPA e da ICM aumentará o número de nascimentos atendidos por parteiras profissionais e desenvolverá as bases para a sustentabilidade da força de trabalho nessa área em alguns países em desenvolvimento selecionados. O foco será na capacitação de parteiras e melhoria da educação nesse setor, desenvolvendo padrões para a prática e fortalecendo as associações nacionais da categoria.

“Precisamos de ativistas fortes, que possam urgir os governos para que invistam nas tão necessárias parteiras”, afirmou a Presidente da ICM, Bridget Lynch. “Mas também precisamos trabalhar com os governos para garantir a ampliação e a melhoria da qualidade dos serviços das parteiras. Eles precisam apropriar-se desse esforço”.

Com recursos da ordem de U$ 9 milhões, a iniciativa será implementada inicialmente em 11 dos países mais afetados com os mais altos índices de mortalidade materna e seqüelas da gestação e do parto, além das mais baixas taxas de nascimentos atendidos por profissionais qualificados: Benin, Burquina Faso, Burundi, Costa do Marfim, Djibuti, Etiópia, Gana, Madagascar, Sudão, Uganda e Zâmbia. O programa será ampliado para incluir 30 ou mais países, se os recursos permitirem.

O projeto, que deve durar três anos, é financiado pelos Países Baixos e pela Suécia e será implementado pelos escritórios da ICM e do UNFPA nos países selecionados.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é o organismo da ONU que promove o direito de cada mulher, homem, jovem e criança a viver uma vida saudável, com igualdade de oportunidades para todos; apóia os países na utilização de dados sociodemográficos para políticas e programas de redução da pobreza; e contribui para assegurar que todas as gestações sejam desejadas, todos os partos sejam seguros, todos os jovens fiquem livres do HIV e da aids e todas as meninas e mulheres sejam tratadas com dignidade e respeito.

Fonte: UNFPA

Seleção pública de propostas de pesquisa sobre Saúde da Mulher

Seleção pública de propostas de pesquisa sobre Saúde da Mulher

1.1. DO OBJETO
Seleção pública de propostas de pesquisa sobre Saúde da Mulher, que abordem um dos seguintes temas:
A) Aborto
B) Gravidez na Adolescência


1.2. PROPONENTE
1.2.1. Poderão apresentar propostas os pesquisadores cujos pré-projetos foram aprovados no EDITAL MCT/CNPq/MS-SCTIE-DECIT/CT-Saúde nº 022/2007.
1.2.2. O proponente será, necessariamente, o pesquisador coordenador do projeto.
1.2.3. Deverá o proponente possuir vínculo empregatício (celetista ou estatutário) com instituições de ensino superior (IES), centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados, constituídos sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País; todos sem fins lucrativos, doravante denominados “instituição de execução do projeto”.
1.2.4. Ao apresentar a proposta o proponente assume o compromisso de manter, durante a execução do projeto, todas as condições de qualificação, habilitação e idoneidade necessárias ao perfeito cumprimento do seu objeto, preservando atualizados os seus dados cadastrais juntos aos registros competentes.

1.3. CRONOGRAMA
EVENTOS/DATAS
Lançamento do Edital no Diário Oficial da União e na página do CNPq na internet02/09/2008
Data limite para submissão das propostas 19/10/2008
Divulgação dos resultados no Diário Oficial da União e na página do CNPq na interneta partir de 20/11/2008
Início da contratação dos projetos a partir de 05/12/2008

1.4. RECURSOS FINANCEIROS
1.4.1. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 1.000.000,00 (hum milhão de reais), oriundos do Decit/SCTIE/MS, a serem liberados de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira do CNPq.
1.4.1.1. Estima-se apoiar 02 projetos de cerca de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) cada.
1.4.2. O proponente poderá apresentar um único projeto neste edital.